Decisões entre dois "eus"
Aquela ideia vem a cabeça. Tomar uma decisão: primeiro fazer, depois buscar e encontrar alguma explicação para a ação, uma justificativa, uma lógica. Movimento e ação, execução e escolha. Há coerência? Por que fiz isto ou aquilo? Não nos entendemos. E não suportamos não nos entender. Depois tentamos encontrar milhares de razões para ter feito isso ou aquilo. O mais difícil é admitir que fizemos o que fizemos porque lá do fundo veio algo que mostra como as coisas "são" dentro de nós. Minha cabeça funciona como se houvesse dois "eus", dois modos de fazer, o tempo todo, e ainda são contraditórios e conflitantes. O primeiro "Eu" No automático o "eu" vai associando e ligando "coisas" e ideias, procurando formas de agilizar ações. "Eu" está focado na sobrevivência, provavelmente é ancestral e primitivo. É capaz de reconhecer, só por ruídos alguma pessoa que marca sua vida, pelo tom de voz percebe-se qu...